sexta-feira, 29 de outubro de 2010

5ª carta

Carta a um amigo.
Oi amigo, como vai?
Espero que tenha se empolgado com a última carta que mandei, pois agora vou relatar o fim de ano. A menos de uma semana para o primeiro dia do ano 2010 eu resolvi pedir o seu telefone para mandar uma mensagem de texto na virada, era o meu único intuito, você teve receio mais mesmo assim mandou o número, no mesmo dia mandei uma mensagem pra você, porem não recebi a resposta e fiquei com receio que não fosse seu número. Assim que passou a virada recebi uma mensagem sua perguntando quem eu era. E foi assim que tomei por decisão não enviar mais, já que não deveria ser você que estava recebendo as mensagens. Outras semanas passaram e você me pediu pra enviar mensagens pelo celular você confirmou ser o mesmo numero, e ignorei então a primeira mensagem, hoje eu sei o que você pensou naquela época, mas eram tempos diferentes, muita coisa mudou.
No começo de fevereiro você já sabia seu resultado no vestibular enquanto eu esperava o dia 18. Num dia de suas angustias você me disse que pretendia me excluir do MSN e me pareceu ser brincadeira, mas eu lhe disse que era pra me excluir depois do dia 18 que assim você também saberia o meu resultado. Assim que o dia chegou e descobri que não passei, você me consolou. Outros dias passaram, eu compartilhando suas alegrias e você a minha tristeza. E num belo dia você me excluiu.
(Agora amigo vou voltar um pouco e lhe contar uma reflexão minha, mas logo voltarei a esse ponto de cima, continue lendo).
Eu havia bolado um plano para me proteger dos dias ruins que você tinha, era o seguinte: toda vez que você entrasse no MSN viria dizer oi, assim saberia se você queria papo ou não. Isso não resolveu muito já que você falava oi e mesmo assim descontava em mim toda  raiva de problemas que não me envolviam.
No fim de fevereiro você veio conversar comigo, e era totalmente instável essa época, não parecia mais aquele rapaz que conversava comigo em outubro, lembro que naquele dia você é que veio conversar comigo retomando o papo de me excluir, de inicio pensei que fosse brincadeira novamente, mas suas acusações estavam sérias, então resolvi concordar, e você ainda me disse que não era pra mandar mais mensagens pra você só se fosse muito serio, saiba que não faria isso nem se alguém muito próximo tivesse morrido. Saiba que se em algum outro momento você decidir parar de falar comigo, saiba que eu acatarei sua decisão, não irei te procurar por nenhum dos contatos que você já me passou. Enfim, você ficou off-line, e tudo indicava que não iríamos mais conversar, uma amiga apareceu na minha casa e eu contei o que havia acontecido, tanto ela como eu não sabíamos o porquê da sua revolta, ficamos sentadas na frente da minha casa pensando na suas atitudes. VOCÊ ERA UM MISTÉRIO.
Sei que me estendi nessa carta e peço perdão por isso, mas queria deixa claro alguns pontos.
Beijos, J.

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