Carta a um amigo
Oi amigo, como estão às coisas? Já me perdoou pela carta anterior, sei que fui longa, e espero não repetir esse feito (não prometo, ok?).
Na ultima carta relatei sua decisão de parar de falar comigo, mas ainda sentada na frente da minha casa pensando no acontecido, recebo uma mensagem de texto no celular, era sua perguntando se poderia falar, com resposta positiva você me pediu desculpa e disse que estava com problemas na sua casa e acabou descontando em mim, era a mesma desculpa de sempre e sem nem querer saber qual era o problema voltamos a conversar. Eu havia criado um escudo que me protegia de todas as ofensas que vinham de você. E você deve estar se perguntando porque não parei de falar contigo. Simples meu caro, tudo que vinha de você, tanto as palavras boas como os xingamentos, me faziam esquecer de coisas que me torturavam como a não aprovação do vestibular. As coisas ruins estavam passando com tempo porem passavam mais rápido quando eu me distraia conversando com você, e por isso que sempre ignorei suas “malvadezas” comigo.
Os meses foram passando e você começou a ficar mais calma, não tínhamos tantas brigas.
Antes de contar o que aconteceu em seguindo tenho um adendo que você deve saber para entender o que vem a seguir. Não me lembro o mês exato sei que ainda era 2009 e eu tinha uma curiosidade mórbida de saber como você era, eu tinha algumas fotos que você enviou, mas eu queria mais, e não só fotos, queria saber sobre você, seus gostos. Quando descobri sobre seu cursinho, fui no orkut procurar alguma comunidade da sua sala, provavelmente teria alguma foto da turma, encontrei algumas, olhei, olhei de novo, e olhei outras vezes também e não te encontrei na foto, você sabe disso na época eu cheguei à pergunta se você estava naquela foto, e você disse que sim o que me deixo biruta, tive que ir oftalmologista, e ainda assim não te encontrei na foto. Alem de encontrar as fotos na comunidade encontrei algo muito mais interessante, encontrei um grupo super divertido e engraçado, brigavam, zoavam, saiam juntos, discutiam, e foi nessa comunidade que comecei a ver uma sala unida e descontraída que eu podia até não conhecer, mas passavam isso pra mim. Então depois de descobrir a SALA 2 comecei a visitar com freqüência os tópicos, lia e caia na gargalhada, confesso que senti uma inveja daquela empolgação toda que a sala tinha, e quando as listas saíram corri pra saber que havia passado. Eu sabia que eles nunca saberiam que eu estava ali torcendo pra cada um deles, sabia que nenhum deles imaginava que eu existia, mas isso não me impedia de estar ali sorrindo pra cada mensagem de aprovação postada.
Bom, não consegui ser curta de novo, mas vou seguir tentando.
Beijos, J.