segunda-feira, 4 de julho de 2011

Juscelena

Querida Juscelena
Como vai o estudo? Fazendo muitos desenhos? Espero que sim porque esse ano é a sua vez.
Ontem estava lendo “Amor de Perdição” e logo no começo do livro tem a seguinte frase “Simão Botelho amava. Aí está uma palavra única, explicando o que parecia absurda reforma aos dezessete anos. Amava Simão uma sua vizinha, menina de quinze anos, rica herdeira, regularmente bonita e bem-nascida. Da janela do seu quarto é que ele a vira a primeira vez, para amá-la sempre. Não ficara ela incólume da ferida que fizera no coração do vizinho: amou-o também, e com mais seriedade que a usual nos seus anos.” Então fiquei pensando em duas coisas, 1ª) quantos anos precisamos ter para amar? e 2ª) qual é o poder do amor?
Teresa começou a amar com quinze anos e Simão teve uma grande mudança de comportamento por estar amando. Não duvido de nada, acho que amor pode vim bem mais cedo do que isso e acredito que o amor muda sim, transforma.
O único problema é que pode transformar para o bem como para o mal. Talvez fosse Teresa que mudasse seu comportamento, se tornaria valente e com gênio ruim como antes era Simão.
Como entender o coração? Me diga Juh, como? Quase dois anos atrás eu estava começando a conversar com um rapaz que não morava na minha cidade, que eu nunca tinha visto antes e que não passava de um cara legal que me fazia distrair a cabeça das coisas ruins que estavam acontecendo. E hoje o amo.
O negocio é que a flecha vem quando a gente menos espera e é lançada de um lugar onde a gente nunca olhou. E pra quem gosta da razão infelizmente sofre com esse sentimento incontrolável.
Vou seguir lendo o livro, depois te contarei outros detalhes que me chamarem a atenção.

Beijos, J