Carta a um amigo
Oi amigo! Torço para que não tenha desistido de ler minha cartas, sei que o que lhe conto por meio delas não são tão novidades pra você. Então resolvi lhe contar algo novo, que você não sabe.
Com mais ou menos 12 anos que eu comecei a mexer no computador, conversava pelo antigo icq com amigos da escola, demorei um tempo para mudar para o MSN, mas quando mudei não fiquei muito tempo. A minha adolescência foi ficar na rua com os vizinhos sair para as festas, o computador ficou parado por um tempo, faltando um mês para completar 16 anos conheci uma pessoa e a relação ficou seria e namoro começou, a Internet que já era uma coisa rara pra mim acabou extinta.
Sei que parece um monte de blabla, na verdade só contei sobre minha adolescência, pois não quero que você ache que sou uma iludida com que vou lhe contar agora.
A freqüência com que conversávamos no começo me trazia uma tranqüilidade, pois me fazia esquecer do fim do meu relacionamento, e logo comecei a falar com minha amiga de você, falava coisas engraçadas e desabafava quando você descontava sobre mim todas suas revoltas. Lembro que no primeiro fim de semana que conversamos coloquei seu MSN no orkut para saber se encontrava algum, e sim encontrei era bem antigo sem atualizações recentes, poucas comunidades, uma delas dizia que você já tinha passado na fuvest, e isso me confundiu a cabeça, quando lhe perguntei a respeito você disse que era brincadeira e achei engraçado, foi desse assunto que comecei a falar com minha amiga sobre você, então seu apelido ficou como “Garoto Fuvest”, não dizia seu nome, só falava seu apelido e assim ficou. Pareço boba ao falar pra uma amiga de alguém da Internet, mas era algo “novo” e divertido.
Não quero me prolongar mais, na próxima carta relatarei o fim de ano, que trouxe uma discussão há pouco tempo.
Beijos, J.