domingo, 31 de outubro de 2010

6ª carta

Carta a um amigo
Oi amigo, como estão às coisas? Já me perdoou pela carta anterior, sei que fui longa, e espero não repetir esse feito (não prometo, ok?).
Na ultima carta relatei sua decisão de parar de falar comigo, mas ainda sentada na frente da minha casa pensando no acontecido, recebo uma mensagem de texto no celular, era sua perguntando se poderia falar, com resposta positiva você me pediu desculpa e disse que estava com problemas na sua casa e acabou descontando em mim, era a mesma desculpa de sempre e sem nem querer saber qual era o problema voltamos a conversar. Eu havia criado um escudo que me protegia de todas as ofensas que vinham de você. E você deve estar se perguntando porque não parei de falar contigo. Simples meu caro, tudo que vinha de você, tanto as palavras boas como os xingamentos, me faziam esquecer de coisas que me torturavam como a não aprovação do vestibular. As coisas ruins estavam passando com tempo porem passavam mais rápido quando eu me distraia conversando com você, e por isso que sempre ignorei suas “malvadezas” comigo.
Os meses foram passando e você começou a ficar mais calma, não tínhamos tantas brigas.
Antes de contar o que aconteceu em seguindo tenho um adendo que você deve saber para entender o que vem a seguir. Não me lembro o mês exato sei que ainda era 2009 e eu tinha uma curiosidade mórbida de saber como você era, eu tinha algumas fotos que você enviou, mas eu queria mais, e não só fotos, queria saber sobre você, seus gostos. Quando descobri sobre seu cursinho, fui no orkut procurar alguma comunidade da sua sala, provavelmente teria alguma foto da turma, encontrei algumas, olhei, olhei de novo, e olhei outras vezes também e não te encontrei na foto, você sabe disso na época eu cheguei à pergunta se você estava naquela foto, e você disse que sim o que me deixo biruta, tive que ir oftalmologista, e ainda assim não te encontrei na foto. Alem de encontrar as fotos na comunidade encontrei algo muito mais interessante, encontrei um grupo super divertido e engraçado, brigavam, zoavam, saiam juntos, discutiam, e foi nessa comunidade que comecei a ver uma sala unida e descontraída que eu podia até não conhecer, mas passavam isso pra mim. Então depois de descobrir a SALA 2  comecei a visitar com freqüência os tópicos, lia e caia na gargalhada, confesso que senti uma inveja daquela empolgação toda que a sala tinha, e quando as listas saíram corri pra saber que havia passado. Eu sabia que eles nunca saberiam que eu estava ali torcendo pra cada um deles, sabia que nenhum deles imaginava que eu existia, mas isso não me impedia de estar ali sorrindo pra cada mensagem de aprovação postada.
Bom, não consegui ser curta de novo, mas vou seguir tentando.
Beijos, J.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

5ª carta

Carta a um amigo.
Oi amigo, como vai?
Espero que tenha se empolgado com a última carta que mandei, pois agora vou relatar o fim de ano. A menos de uma semana para o primeiro dia do ano 2010 eu resolvi pedir o seu telefone para mandar uma mensagem de texto na virada, era o meu único intuito, você teve receio mais mesmo assim mandou o número, no mesmo dia mandei uma mensagem pra você, porem não recebi a resposta e fiquei com receio que não fosse seu número. Assim que passou a virada recebi uma mensagem sua perguntando quem eu era. E foi assim que tomei por decisão não enviar mais, já que não deveria ser você que estava recebendo as mensagens. Outras semanas passaram e você me pediu pra enviar mensagens pelo celular você confirmou ser o mesmo numero, e ignorei então a primeira mensagem, hoje eu sei o que você pensou naquela época, mas eram tempos diferentes, muita coisa mudou.
No começo de fevereiro você já sabia seu resultado no vestibular enquanto eu esperava o dia 18. Num dia de suas angustias você me disse que pretendia me excluir do MSN e me pareceu ser brincadeira, mas eu lhe disse que era pra me excluir depois do dia 18 que assim você também saberia o meu resultado. Assim que o dia chegou e descobri que não passei, você me consolou. Outros dias passaram, eu compartilhando suas alegrias e você a minha tristeza. E num belo dia você me excluiu.
(Agora amigo vou voltar um pouco e lhe contar uma reflexão minha, mas logo voltarei a esse ponto de cima, continue lendo).
Eu havia bolado um plano para me proteger dos dias ruins que você tinha, era o seguinte: toda vez que você entrasse no MSN viria dizer oi, assim saberia se você queria papo ou não. Isso não resolveu muito já que você falava oi e mesmo assim descontava em mim toda  raiva de problemas que não me envolviam.
No fim de fevereiro você veio conversar comigo, e era totalmente instável essa época, não parecia mais aquele rapaz que conversava comigo em outubro, lembro que naquele dia você é que veio conversar comigo retomando o papo de me excluir, de inicio pensei que fosse brincadeira novamente, mas suas acusações estavam sérias, então resolvi concordar, e você ainda me disse que não era pra mandar mais mensagens pra você só se fosse muito serio, saiba que não faria isso nem se alguém muito próximo tivesse morrido. Saiba que se em algum outro momento você decidir parar de falar comigo, saiba que eu acatarei sua decisão, não irei te procurar por nenhum dos contatos que você já me passou. Enfim, você ficou off-line, e tudo indicava que não iríamos mais conversar, uma amiga apareceu na minha casa e eu contei o que havia acontecido, tanto ela como eu não sabíamos o porquê da sua revolta, ficamos sentadas na frente da minha casa pensando na suas atitudes. VOCÊ ERA UM MISTÉRIO.
Sei que me estendi nessa carta e peço perdão por isso, mas queria deixa claro alguns pontos.
Beijos, J.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

4ª carta

Carta a um amigo
Oi amigo! Torço para que não tenha desistido de ler minha cartas, sei que o que lhe conto por meio delas não são tão novidades pra você. Então resolvi lhe contar algo novo, que você não sabe.
Com mais ou menos 12 anos que eu comecei a mexer no computador, conversava pelo antigo icq com amigos da escola, demorei um tempo para mudar para o MSN, mas quando mudei não fiquei muito tempo. A minha adolescência foi ficar na rua com os vizinhos sair para as festas, o computador ficou parado por um tempo, faltando um mês para completar 16 anos conheci uma pessoa e a relação ficou seria e namoro começou, a Internet que já era uma coisa rara pra mim acabou extinta.
Sei que parece um monte de blabla, na verdade só contei sobre minha adolescência, pois não quero que você ache que sou uma iludida com que vou lhe contar agora.
A freqüência com que conversávamos no começo me trazia uma tranqüilidade, pois me fazia esquecer do fim do meu relacionamento, e logo comecei a falar com minha amiga de você, falava coisas engraçadas e desabafava quando você descontava sobre mim todas suas revoltas. Lembro que no primeiro fim de semana que conversamos coloquei seu MSN no orkut para saber se encontrava algum, e sim encontrei era bem antigo sem atualizações recentes, poucas comunidades, uma delas dizia que você já tinha passado na fuvest, e isso me confundiu a cabeça, quando lhe perguntei a respeito você disse que era brincadeira e achei engraçado, foi desse assunto que comecei a falar com minha amiga sobre você, então seu apelido ficou como “Garoto Fuvest”, não dizia seu nome, só falava seu apelido e assim ficou. Pareço boba ao falar pra uma amiga de alguém da Internet, mas era algo “novo” e divertido.
Não quero me prolongar mais, na próxima carta relatarei o fim de ano, que trouxe uma discussão há pouco tempo.
Beijos, J.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

3ª carta

Carta a um amigo
Oi amigo, como tem passado? As coisas que lhe escreverei hoje são sinceras e de momentos em que colocaram em dúbio à vontade de te ter como amigo, mas vou logo ao assunto antes que você se chateie e pare de ler minhas cartas.
Com as provas do vestibular chegando o stress começou a chegar e tudo te irritava, sua atitude me assustava muito, tudo que eu falava era motivo de discussão, porém eu comecei a perceber que a revolta era passageira, depois de algumas horas você vinha me pedir desculpa, e eu tentava entender aquela bronca toda comigo e ao mesmo tempo o arrependimento logo em seguida. Nunca alguém mudava de opinião tão rápido, mas havia uma boa desculpa: O VESTIBULAR.
Ignorei essas suas atitudes, na verdade ignoro até hoje (que fique claro).
Conversamos muito durante os últimos três meses do ano de 2009, ouvi muitas coisas que não me agradaram e fui ofendida sem dar motivos. Mas em compensação não me lembro o mês exato sei que você me convidou pra conversar por microfone, eu nunca tinha conversado com ninguém por microfone, na verdade nem sabia que era possível (não amigo, não ria da minha ignorância) lembro-me como se fosse ontem que o microfone não estava no meu computador, e sim no do meu irmão, e quando lhe disse isso, você veio ironizando meu comentário, isso me deixou mordida, eu estava falando a verdade, fui logo ao quarto do meu irmão e peguei o microfone, até precisei de uma ajuda para colocar no computador. Enfim acabamos conversando horas e horas. E cada dia que passava eu me apegava mais a você.
Despeço-me com um trecho do livro “O Pequeno Príncipe”:
“- Vem brincar comigo, propôs o príncipe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
[...]
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”
Beijos, J.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

2ª carta

Carta a um amigo
Oi amigo, como passou a noite? Espero que bem. Sei que está curioso pra saber outras coisas, mas vamos com calma cada coisa ao seu tempo.
Vou lhe contar o que me aconteceu na segunda.  O dia foi calmo, aula normal à tarde tranqüila, quando veio à noite sentei na frente do computador pra continuar os papos interrompidos da noite anterior, porem das pessoas do bate-papo só havia um on-line o tal de “FAEL” conversamos bastante, ele estava estudando pra prestar vestibular o que também deveria estar acontecendo comigo já que eu também prestaria, mas o que eu estava sentindo com o fim de um relacionamento longo era mais forte, e pode parecer bobeira pra você, mas pra mim era serio e veio a me machucar muito durante muito tempo. Chegou à terça-feira e novamente só o “FAEL” estava on-line, conversamos novamente, e assim foi durante a semana toda, ficamos mais íntimos a cada dia que passava. No fim de semana todos estavam lá e conversei novamente com todos, porem conversei mais com o Rafael (FAEL) que já me prendia atenção.
O que vou lhe contar na próxima carta pode não ser uma parte muito feliz pra mim, mas é bom que meus sentimentos fiquem claros.
Beijos, J.

domingo, 24 de outubro de 2010

1ª carta

Carta a um amigo.
Oi amigo como anda as coisas por ai? Vou logo ao que interessa, vim descrever as coisas que aconteceram desde setembro de 2009 antes mesmo de nos conhecermos.
No mês em que completei dois anos de namoro foi o mesmo em que terminei tudo, me abalou muito e fiquei chateada com tudo que me levou a isso. No mês seguinte era o meu aniversario e no mesmo dia o do meu ex... Foi o dia que eu mais fiquei triste com todos os fatos recentes... No sábado seguinte eu estava muito desanimada sentei na frente do computador e resolvi conversar. Entrei no bate-papo uma coisa que eu não fazia há anos. Primeiro fui na sala da minha cidade, mas percebi logo que não era o tipo de conversa que eu procurava. Então troquei de sala e fui numa que tinha pessoas da mesma idade que a minha. Assim que entrei conversei com muitas pessoas, adicionei algumas no MSN e de repente o bate papo ficou sem graça...Estava já desanimada e pronta pra desliga tudo...Quando um tal de “FAEL” veio falar comigo, logo adicione no MSN e desliguei o bate papo...Conversei muito com todos que tinha adicionado, havia pessoas do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
Quando chegou no domingo conversei com todos novamente, e algo começava a me distrair de todos os pensamentos tristes que eu tinha naquele momento. Muitos dos adicionados eram alegres, porem alguns já pareciam ser chatos e inconvenientes, exclui alguns e deixei as pessoas que tinham um papo normal.
O que aconteceu na segunda-feira meu amigo é o que lhe contarei na próxima carta, já que não quero que perda muito tempo com minhas cartas. Espero que tenha um bom dia!
Beijos, J.

A um amigo

Resolvi escrever já que me pediu, vou relatar os meus dias baseados em você... É incrível como tenho coisas a relatar sobre nossa relação. Quem sabe você entenda coisas que passaram despercebidas.