sábado, 9 de julho de 2011

Lais

Querida Lais 
Finalmente estou escrevendo pra você, a ultima das boemias, mas o importante é a intenção. Como vai o baby? Ops... Já estou fazendo a lista do que levar quando for visitá-la em Salto, eu sei que vai demorar um bom tempo, mas vai ser divertido posso apostar.
Hoje resolvi falar sobre criatividade, a coisa mais estranha é que eu tenho uma grande dificuldade nesse assunto, acredite se quiser. Acontece que eu invento muitas historias minha cabeça esta atenta em tudo o que acontece e acaba viajando com possibilidades fortes do que poderia acontecer, mas quando o assunto é falar sobre algo histórico onde você tem que inventar uma boa historia para explicar o que já aconteceu, minha memória falha e a criatividade me deixa na mão.
Esses dias estava conversando com uma amiga e ela sugeriu que uma historia bem absurda acontecesse na minha vida, e eu fiquei pasmada com tamanha criatividade, porém eu também consigo imaginar coisas na minha vida, que poderiam futuramente acontecer, e com a vida dos outros também.
Mais Calvin já explicava:
Calvin: "Não se pode abrir a criatividade como uma torneira, você tem que estar no pique certo”.
Haroldo: "E que pique é esse?”.
Calvin: "Pânico do último minuto"
Mas criatividade demais atrapalha também, as vezes você confundi o que criou com possibilidades sérias de acontecimento, você me entende? Vou usar um exemplo que acontece com todo mundo. Você acaba de tomar uma decisão importante e tem que comunicar uma outra pessoa, o que você faz? TREINA, isso mesmo, começa a inventar o que você vai dizer e quais as possibilidades de respostas, porém na hora nunca é o que você planejou sempre acontece diferente.
Criatividade é bem complexa e não vou conseguir explicar tudo nessa carta, então vou parar por aqui, numa outra, quem sabe, eu continuo esse assunto.

Beijos, J

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Caroline

Querida Caroline
Sinto tanto sua falta, mas sei que está feliz e de bem com a vida, isso é o mais importante. Mas se um dia voltar para Araraquara volte a me visitar.
Hoje vou falar um pouco de grana. Assunto delicado eu sei, mas por incrível que pareça o que eu vou dizer agora muitas pessoas concordam comigo, vê se você também.
DINHEIRO X FACULDADE
Parece que os dois não conseguem coexistir. E o pior é que você não consegue ver o dinheiro indo embora, e no fim do mês você ganhou a mesma quantidade que no retrasado, porém acabou mais cedo. Parece mais um caso estranho como o fim da borracha, você tem a vontade de terminar a borracha, assim que você está prestes a conseguir tal proeza ela desaparece.
O que exatamente acontece com a nossa grana quando estamos na faculdade? Será que gastamos tanto com xerox assim? Alguma coisa bem extraordinária acontece. Só espero francamente que isso comece a ser menos frequente nos outros anos de curso. O ruim não é nem o sumiço do dinheiro na faculdade o ruim é não ter dinheiro pra outras coisas. Cadê a vida social? Onde fica o prazer de comprar algo que você nunca vai usar? E quando você passa na frente de uma doceria e fica louca pra comprar um cupcake lindinho, mas para e pensa, se eu comprar esse doce fico sem dinheiro para emergência. Isso é aterrorizante eu sei. Mas é fato, essa rixa entre dinheiro e faculdade me deixa preocupada.
Bom, vou mudar de assunto antes que eu repare que não tenho dinheiro e não vou poder colocar a culpa na faculdade já que estou de férias.
Hoje fiz um bolo de fubá, que ficou divino, e acabei lembrando dos bolos da sua mãe que fazem muita falta na terrinha do sol, aquele pão que ela fazia então!!!! Espero que sua família esteja bem, porque amo muito ter conhecido todos vocês, foram ótimos momentos. Você se lembra quando o Matheus se mudou para Araraquara? Eu e você demos um jeito de ir falar com ele, e você não entendia nada do que ele dizia, parecida até que ele falava outra língua, velhos tempos. Lembro-me o quanto você era distraída, batia em cada cantinho de mesa e sofá que via pela frente. Infelizmente você e a Juliana foram embora, pessoas que eram muito especial na minha vida, sinto muita falta das boas risadas que dávamos juntas.
Mas vou deixar esse papo pra lá antes que eu me deprima mais. Só quero que saiba que a distancia e o tempo não apagaram o que sinto por você e por sua família.

Beijos saudosos, J

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Juliana Zavan

Querida Juliana Zavan

Queremos passar pelo rio vermelho
Só se tiver uma cor
Que cor?
...
Essa é a brincadeira que vi na rua perto de casa quando estava indo para o meu curso. E um turbilhão de lembranças veio na minha cabeça. Imaginei que esse tipo de brincadeira estivesse extinta, mas não, em algumas ruazinhas a infância continua como era antigamente. E tenho certeza que é bem mais divertido do que ficar na frente do computador jogando entre miras e revólveres. Confesso que adoro jogos, adoro mais ainda quando eu ganho. O divertido mesmo é ter um grupo com quem jogar, a conversa fica bem mais distraída, a risada rola solta e todos os problemas somem.
E pensando bem existe uma variedade de jogos de cartas e tabuleiros que podem ser divertidos até fora da infância, eu mesmo já joguei tantos e não era tão criança assim, como: Uno, War, Jogo da Vida, Banco Imobiliário, Munchkin, Truco, Cacheta, Gamão, Dama, Poker, Magic, Dominó, Detetive, Interpool, Can can, Stop, Forca, 21, Ludo, Senha, Super Trunfo, Jogo da Velha e recentemente fui apresentada ao Twister na sua casa.
O legal é juntar a galera e dar boas risadas, isso não tem preço!
Essas brincadeiras me fazem lembrar tantas coisas boas que aconteceram comigo. Quando tinha uns 13 anos, juntei 3 amigas e fomos para a casa de uma quarta. Tinha acabado de chover e a rua estava molhada, mas a vontade de se divertir era tanta que resolvemos jogar futebol na rua. Conclusão nº1: nos sujamos muito. Conclusão nº2 não conseguíamos chutar a bola. Conclusão nº 3: gelo nas canelas de duas amigas que disputaram a bola (que essa por sua vez não saiu do lugar). Rimos muito de tudo que aconteceu, com hematoma ou não, nos divertimos mais que qualquer outra pessoa. E você Ju, o que lembra quando o assunto é brincadeira na rua?
Despeço-me por aqui, vou seguir com minhas lembranças.E para finalizar uma frase de um filosofo contemporâneo: “Brincadeira de criança, como é bom. Guardo ainda na lembrança, como é bom.”

Beijos , J

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Juscelena

Querida Juscelena
Como vai o estudo? Fazendo muitos desenhos? Espero que sim porque esse ano é a sua vez.
Ontem estava lendo “Amor de Perdição” e logo no começo do livro tem a seguinte frase “Simão Botelho amava. Aí está uma palavra única, explicando o que parecia absurda reforma aos dezessete anos. Amava Simão uma sua vizinha, menina de quinze anos, rica herdeira, regularmente bonita e bem-nascida. Da janela do seu quarto é que ele a vira a primeira vez, para amá-la sempre. Não ficara ela incólume da ferida que fizera no coração do vizinho: amou-o também, e com mais seriedade que a usual nos seus anos.” Então fiquei pensando em duas coisas, 1ª) quantos anos precisamos ter para amar? e 2ª) qual é o poder do amor?
Teresa começou a amar com quinze anos e Simão teve uma grande mudança de comportamento por estar amando. Não duvido de nada, acho que amor pode vim bem mais cedo do que isso e acredito que o amor muda sim, transforma.
O único problema é que pode transformar para o bem como para o mal. Talvez fosse Teresa que mudasse seu comportamento, se tornaria valente e com gênio ruim como antes era Simão.
Como entender o coração? Me diga Juh, como? Quase dois anos atrás eu estava começando a conversar com um rapaz que não morava na minha cidade, que eu nunca tinha visto antes e que não passava de um cara legal que me fazia distrair a cabeça das coisas ruins que estavam acontecendo. E hoje o amo.
O negocio é que a flecha vem quando a gente menos espera e é lançada de um lugar onde a gente nunca olhou. E pra quem gosta da razão infelizmente sofre com esse sentimento incontrolável.
Vou seguir lendo o livro, depois te contarei outros detalhes que me chamarem a atenção.

Beijos, J

sábado, 2 de julho de 2011

Bianca

Querida Bianca
Estamos finalmente de férias espero que de tempo para descansar, afinal temos varias coisas da faculdade para fazer nas férias.
Estudar é preciso para conquistar coisas importantes na vida, por exemplo, um bom emprego, que nos dará sustentação. Mas uma coisa que me deixa incomodada são pessoas com a minha idade ou menos que já conquistaram muitas coisas na vida sem precisar ler um livro. Algumas possuem um dom outras nasceram com o pai certo, mas ainda me assusta a conta bancaria deles. Alguns exemplos: Luan Santana 1991 (cantor), Justin Bieber 1994 (Cantor), Maisa 2002 (cantora e apresentadora), Neymar 1992 (jogador de futebol) e pai...Risos, Fiuk 1990 (cantor e ator), Camila Finn 1991 (top model), Mallu Magalhães 1992 (cantora). Esses são alguns, porque se você for atrás encontrara muitos outros.
Talvez futuramente eu ainda consiga uma conta bancaria com o valor da deles, ou quem sabe mais, mas isso dependera de meu esforço, de meus estudos, da minha própria batalha, já que não nasci com nenhum dom especial.
E é por tudo isso que devemos criar metas e correr atrás para alcançá-las. E você Bianca, já construiu suas metas? Alcançou alguma? O importante é continuar com elas, e assim que concretizada, construir outra, para sempre poder dizer: Eu consigo!!
Mudando de assunto, ontem eu percebi o quanto é bom ter amigos e mantê-los. Fui visitar três de minhas amigas que hoje raramente vejo, e foi tão bom, divertido, e como é legal ver como estão às coisas com elas, cada uma tomou um rumo diferente e foi importante saber como elas estão levando as coisas. Depois disso Bianca te dou um conselho, se você tem amigas de velhos tempos que há muito não conversa, aproveite essas férias e marque de sair com elas, você verá o quanto elas fazem falta na sua vida.
Agora tenho que ir, vou fazer uma das coisas que mais me agrada no tempo livre: LER.
Beijos, J